sábado, 29 de novembro de 2014

ESPECIALISTAS ESTUDAM RATOS NA REGIÃO DE JACOBINA

A Secretaria de Saúde da Bahia, através do Lacen (Laboratório Central) e da Divep (Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado), em parceria com o Ministério da Saúde, está realizando no Estado, palestras e capacitação dos seus técnicos da área de vigilância sanitária para a identificação e controle de doenças causadas através de ratos. A capacitação faz parte do projeto sorológico sobre prevalência por agravos associados a roedores, como a peste, leptospirose, febre maculosa e Hantavirose.
Mais de 30 profissionais estiveram reunidos na sede da 16ª Dires de Jacobina, entre os dias 24 e 28 de novembro recebendo orientações práticas sobre as doenças. Mais de uma centena de ratos foram capturados na região para a realização de exames sorológicos para identificar se existe a doença e o PCR, um estudo mais preciso para o diagnóstico e detecção do agente etiológico das bactérias causadoras das doenças transmitidas por roedores, principalmente ratos silvestres, que vivem no mato.
Representantes de nove regiões consideradas pestíginas participaram da capacitação. Enviaram técnicos, as Dires de Feira de Santana, Jacobina, Irecê, Itaberaba, Vitória da Conquista, Serrinha, Mundo Novo e Senhor do Bonfim. As próximas e últimas etapas serão realizadas nas regiões de Irecê e Vitória da Conquista.
De acordo o médico veterinário Edson Ribeiro Júnior, sanitarista da Divep/Sesab, o objetivo do projeto é identificar e mapear as regiões onde pode existir animais contaminados e saber se ainda existe o risco de uma epidemia. Segundo ele, em relação a Peste por exemplo, nenhum país conseguiu erradicar a doença e é, justamente por não saber se ela ainda é uma ameaça e que não está sendo identificada que a capacitação está sendo realizada. Edson informou que o projeto prevê realizar a sorologia nos três estados (Bahia, Ceará e Pernambuco) onde no passado houveram casos confirmados de doenças causadas através de roedores. “Para se ter uma ideia do problema, os EUA e os países asiáticos China e Singapura vivem atualmente uma epidemia de Peste”, salientou.
O Brasil, no século passado foi acometido por diversas epidemias, principalmente da Peste destas, que chegou a praticamente dizimar a população de comunidades inteiras, como aconteceu no distrito do França, município de Piritiba. Na Bahia, na década de 70, mas precisamente entre os anos de 1970 a 1975, aconteceu a última epidemia confirmada da Peste, inclusive com óbitos.
Fazem parte da coordenação do projeto, e estiveram em Jacobina, a doutora Alzira Almeida, do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz, com sede em Recife e a pesquisadora Cibele Rodrigues Bonvicino, da Fundação Fio Cruz, do Rio de Janeiro. Alzira  é reconhecida mundialmente por  suas pesquisas em peste e seu laboratório é a única de referência nacional no tema. Por sua experiência, foi convidada pelo Programa Nacional a dar apoio técnico laboratorial ao TCC que o Brasil está elaborando com o Peru para intensificação e vigilância de peste e Hantavirose.
Conforme relatos históricos, quase metade da população europeia morreu vítima da peste. Pessoas chegavam a ser enterradas em 2 ou 3 no mesmo caixão e o horror desolava a população. Considerada a primeira doença verdadeiramente pandêmica, a peste negra, em 1348 não só “acabou” com a Europa como também fez várias vítimas na Índia e na China. Como as condições de higiene na época eram as mais precárias (a média de consumo de água era de 1l/dia), ratos eram atraídos e, com eles, suas pulgas, que transmitiam a doença pela picada. A Peste Negra teve muita influência nos grandes artistas da época.

A peste é transmitida por uma pulga, sendo o rato o seu reservatório (hospedeiro); a Leptospirose é transmitida através da urina do roedor; já a Febre Maculosa é através de carrapatos, pulga e piolho e a Hantavirose é transmitida através da aspiração do vírus encontrados geralmente em ambientes fechados onde existe a presença de ratos.

Lava Jato fingiu investigar FHC apenas para criar percepção pública de ‘imparcialidade’, mas Moro repreendeu: ‘Melindra alguém cujo apoio é importante’

Terça-feira, 18 de junho de 2019 Lava Jato fingiu investigar FHC apenas para criar percepção pública de ‘imparcialidade’, mas...